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terça-feira, 30 de março de 2010

Biografia Diretor Tim Burton

Nascido em 25/08/1958


Nome de Batismo:Tim Burton


Cidade: Burbank, Califórnia, Estados Unidos


Diretor Tim Burton


Enquanto no passado muitos se tornaram diretores mais por força das circunstâncias do que por empenho próprio e direcionado, hoje é possível encontrar cineastas que foram à luta movidos exclusivamente pelo amor à Sétima Arte. Caso de Tim Burton. Esse norte-americano nascido em Burbank, Califórnia, quando garoto passava a maior parte do seu tempo assistindo a filmes de horror e lendo a obra de Edgar Allan Poe. Nada mais coerente com o estilo e o clima da maioria de seus filmes.


Seu primeiro envolvimento com o cinema se deu em 1980, por conta de uma bolsa de estudos da Disney que o fez estudar na California Institute Of The Arts. Como aprendiz de animação, foi trabalhar nos estúdios da Disney, mas em um período de vacas magras, de pouca criatividade. Era a época de "O Cão e a Raposa". Neste desenho, participou da equipe, mas sem ter seu nome creditado.


A experiência o fez ganhar estímulo para levar adiante sua primeira criação: "Vincent". Em 1982, ele apresentou este pequeno filme (seis minutos) em preto-e-branco e com animação em estilo gótico que prestava um tributo ao ator Vincent Price, que chegou a atuar como narrador. No mesmo ano fez para a TV uma versão experimental da história de "Hansel & Gretel" ("João e Maria" no Brasil). Em 1984, Burton dirige um filme de ação com 27 minutos, "Frankeweenie", que permaneceu inédito porque os produtores consideraram inconveniente para as crianças. Mesmo assim, ele foi contratado para dirigir "Alladin and His Wonderful Lamp", feito para a TV naquele ano.


Porém, foi depois de ver o lado transgressivo e a qualidade de "Frankeweenie" que o comediante Paul Reubens (mais conhecido como Pee-Wee Herman) decidiu convidar Burton para dirigir sua estreia no cinema em 1985. Isso se deu em "As Grandes Aventuras de Pee-Wee". Nesse mesmo ano, ele dirigiu "The Jar", um episódio do programa de TV "Alfred Hitchcock Presents". Burton conciliou seu apego ao horror e a habilidade para a comédia três anos depois, em "Os Fantasmas se Divertem", que começa com um casal morrendo. Logo, tornam-se os fantasmas da casa de campo onde residiam. Vencedor do Oscar de maquiagem, foi um sucesso de bilheteria que consolidou o nome do diretor junto aos grandes de Hollywood.


Por isso - e levando-se em conta o seu estilo gótico - foi contratado para fazer "Batman", o primeiro de uma nova safra com o conhecido herói das histórias em quadrinhos. Outro grande êxito e que deu realce ao maligno Curinga, na atuação de Jack Nicholson. Michael Keaton fez o papel-titulo nesta produção laureada com o Oscar de Melhor Direção de Arte e também na continuação, "Batman - O Retorno".


Burton realizou também "Edward Mãos de Tesoura", outra demonstração expressiva da sua criatividade no terreno do humor negro. Com Johnny Deep no papel-título, foi o primeiro de uma sequência de filmes que faria com esse ator. Eles voltaram a trabalhar juntos em "Ed Wood", a maior prova do amor ao cinema que existe em Burton. Ao recriar parte da saga vivida pelo diretor de cinema Edward D. Wood Jr. - mais conhecido como Ed Wood -, ele não só fez o mundo lembrar um modesto cineasta que ficou estigmatizado como o pior de todos os tempos, mas também homenageou Bela Lugosi, um dos maiores atores do terror que passou por Hollywood. O húngaro Lugosi possibilitou à Martin Landau o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de 1994. O filme também ganhou o troféu na categoria de maquiagem.


Os elogios recebidos da crítica mundial por "Ed Wood" ficaram equivocadamente ausentes diante de "Marte Ataca!", na qual combinou uma forte dose de comédia e ficção científica, temperando tudo com o clima dos clássicos filmes B. Com um vasto elenco que tinha Jack Nicholson e Glenn Close, entre outros, a produção não foi bem-sucedida também na bilheteria. Em seguida, o cineasta empenhou-se em fazer uma nova versão do "Superman", que contaria com Nicolas Cage no elenco. Depois de vários meses de trabalho, viu seu projeto ser cancelado pelos grandes estúdios.


Mas Burton - que também atuou como produtor em algumas séries de TV - deu a volta por cima e retornou em 1999 em grande estilo com "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça". Conta uma história ambientada em 1799, quando o detetive da polícia Ichabold Crane é designado para investigar uma série de assassinatos na pequena e estranha Sleepy Hollow. Os crimes são atribuídos a um cavaleiro sem cabeça, algo que o racional Crane recusa-se a aceitar.


Com Johnny Depp no papel de Crane, Burton fez um belíssimo filme, dando vazão ao seu estilo gótico. Além disso, de maneira legítima e pessoal, deixou transparecer toda a influência recebida dos antigos filmes de horror feitos pela produtora Hammer na Inglaterra dos anos 1960. Ele até incluiu no elenco o lendário Christopher Lee, que viveu Drácula e outros personagens similares e terríveis nos filmes daquela fase. Sombrio do começo ao fim e com uma estupenda visualização, "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" arrecadou mais de 100 milhões no seu lançamento nos Estados Unidos e foi finalista em três categorias do Oscar: fotografia, figurino e direção de arte. Mas só venceu nessa área.


Burton dirigiu depois sua interpretação do clássico da ficção científica "Planeta dos Macacos". O filme foi um sucesso nos Estados Unidos, tanto de público quanto de crítica. Depois vieram ainda "Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas", uma bela e tocante fábula sobre o relacionamento entre pai e filho; "A Noiva Cadáver", uma incrível animação em stop motion ambientada no século 19 sobre o cadáver de uma noiva que ganha vida e apaixona-se por um rapaz às vésperas de seu casamento; "A Fantástica Fábrica de Chocolate", refilmando - e de forma muito superior - o clássico estrelado por Gene Wilder em 1971; e "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", adaptação de um musical da Broadway sobre um barbeiro assassino, novamente contando com seu astro preferido, Johnny Depp.


Burton continua, mais do que nunca, a ser um cineasta festejado. O poeta do humor negro, como alguns o chamam, é um gótico, freak e outsider, conquistando crítica, público e os primeiros lugares das bilheterias mundiais.


Fonte: e-pipoca




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